Para não malhar a malha

Para não malhar a malha

O Governo de Niterói através da Vice-Prefeitura, Nittrans e Secretaria de Meio Ambiente vem fazendo um incansável trabalho para aumentar a malha cicloviária de Niterói e fomentar o uso da bicicleta como opção real de mobilidade.

Todos sabemos os benefícios para saúde, para diminuir o impacto no trânsito, a emissão de carbono e outros gases, bem como para uma relação mais próxima com a cidade e interação com as pessoas. Percebo que ainda assim a individualidade e egoísmo das pessoas vêm causando uma série de transtornos desde a implantação até o uso diário das malhas.

Muita gente apoia as bicicletas, mas não querem abrir mão das vagas próximas às suas moradias. Motociclistas usam de forma irregular apenas para “ganhar” alguns minutos nos seus itinerários e colocam em risco os ciclistas. Os usuários de carro parecem não compreender que o uso das magrelas está previsto no código de trânsito brasileiro e estacionam, cortam, atropelam e matam.

Concordo que a fiscalização precisa aumentar, todavia vejo o sofrimento da Nittrans em coordenar a falta de educação da população que insiste em usar de maneira equivocada a tão importante alternativa de mobilidade. Será que é a multa que terá efeito pedagógico para diminuir os abusos?

Vejo questões análogas como o município do Rio que autua quem joga lixo no chão. Ainda assim temos a COMLURB informando que só a Av. Rio Branco é limpada sete vezes por dia e o resultado concreto não apareceu, Os EUA que têm o sistema punitivo severíssimo e é o país que possui proporcionalmente a maior população de presos no mundo. Parece-me que a resposta não é a sanção por si só.

Estamos trabalhando com as empresas de ônibus, crianças da rede pública através dos agentes educadores ambientais, construindo bicicletários, conscientizando pedestres, ciclistas e motoristas a fim de que um dia não precisemos mais de segregadores e nem mesmo faixas. A educação e o código de trânsito estão do nosso lado, contudo jamais teremos segurança se as pessoas não mudarem seus hábitos e não pensarem nos outros. Bike tem prioridade! Vamos respeitar!

Sobre o Autor

Advogado, pós-graduado em Política Criminal e Segurança Pública, especialista em Políticas Socio ambientais e mestre em Auditoria e Gestão Ambiental.
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