A crise da segurança em Niterói

A crise da segurança em Niterói

Em que pese os investimentos e ações da Prefeitura no que diz respeito à segurança pública do nosso município, sabemos que em curto prazo o Governo Municipal não pode fazer muito.

Os mais de 100 guardas empossados e já trabalhando, a patrulha escolar, o núcleo de patrulhamento ambiental, a troca das luminárias por LEDS, os destacamentos da PM e o início da obra do CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) certamente quando funcionado juntos colocarão Niterói na vanguarda de investimentos municipais, todavia o momento é de caos.

Não se pode permitir que Niterói com 500 mil habitantes divida um batalhão da PM com Maricá enquanto a rocinha e a zona sul do Rio têm mais homens e atenção da Segurança Pública com menos população, menos ocorrências e menor espaço territorial. Desafio os responsáveis por essa decisão a revelar os estudos e demonstrar os parâmetros!

Para ciência de todos: temos hoje cerca de 800 homens no 12 Batalhão, temos por dia 200 homens na cidade toda, 50 na repressão, distribuído nos CIPP (que são os destacamentos) e 150 pelo resto da cidade. Algumas teses revelam que a proporção coerente de policial por habitante seria de 250 PMs para 1 cidadão. Hoje temos 200 policiais por dia nas ruas para 500 mil niteroienses! Como se já não bastasse, o jornal O Dia informou na última semana que a frota de viaturas de Niterói e São Gonçalo também serão reduzidas por corte no orçamento, notícia confirmada pelo Governador.

Então, se acrescentarmos a distribuição política dos homens pelos batalhões, somarmos a isso a falta de instrumentos, treinamentos e a baixa remuneração, temos como resultado a experiência trágica que estamos vivendo.

Como exemplo, soube por um dos bravos sargentos da PM que a nossa cidade possui apenas um caveirão que até a roda já saiu em diligências!

Concluímos que a ocupação para blindar a zona sul, as chamadas UPPs do Rio de Janeiro que já somam 38, e a internação compulsória adotada pelo mesmo município temos como saldo a migração de traficantes, bem como de usuários doentes e sem possibilidade de recuperação. Ou seja, aumenta a população de rua e o volume de bandidos.

Reitero como membro do PV meu sentimento pela cultura de paz e reforço que a presença do Estado através da polícia não exclui as políticas de habitação, inserção no mercado, educação, etc. Ao contrário, a presença dos homens de farda é condição para atendimento aos pleitos referidos.

Estarei ainda essa semana com diversos amigos que trabalham na guarda, polícia militar, civil, federal, bombeiro e estudiosos do caso para buscar mais dados e pressionar o Governo do Estado à responder nossos questionamentos!

Sobre o Autor

Advogado, pós-graduado em Política Criminal e Segurança Pública, especialista em Políticas Socio ambientais e mestre em Auditoria e Gestão Ambiental.
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